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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Espólio é :

ter os 38 números do Esquerda Socialista, os 76 do Poder Popular  e mais os 7 números especiais do Poder Popular publicados durante a campanha eleitoral para a Constituinte de 1975.
Vai-me custar, mas vou entregá-los durante o almoço como pedido aqui para ficarem em boas mãos.
De certeza que muitos dos quase 300 inscritos terão em casa documentos semelhantes, tragam-nos convosco.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O jantar de 7 Novembro 1981 ( II )

Faz hoje exactamente 30 anos que jantámos para celebrar o fim do Movimento de Esquerda Socialista. Foi num sábado, em Lisboa, no antigo Mercado do Povo.
Alguns perguntarão o porquê das fotos serem quase sempre as mesmas. Em 1981 ainda não sonhavamos com a fotografia digital. Eu levei a minha máquina por mero divertimento e para registar um acontecimento único. Não me lembro que outros tenham feito o mesmo.
Mas agora que a Comissão de Recepção decidiu lançar o projecto "Espólio do Movimento de Esquerda Socialista (MES) ainda vivo" convidamos todos os que tenham fotografias da actividade política do MES que pensem em digitalizá-las e entregá-las no almoço de dia 12 de Novembro. Haverá um local para o fazerem.
Clicar nas fotos para ampliar.
Até dia 12 de Novembro.


domingo, 6 de novembro de 2011

O jantar de 7 de Novembro 1981 ( I )

Há 30 anos foi assim. No Mercado do Povo em Lisboa.
Fotos minhas digitalizadas. Clicar para ampliar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O projecto "Espólio ainda vivo do MES"

O almoço/convívio do próximo dia 12 não é uma reunião de resistentes nem de desistentes. É um encontro de confraternização entre cidadãos de parte inteira que assumem o passado e as vicissitudes do seu percurso de intervenção política em todas as suas facetas. É, pois, natural que se preocupem com as marcas dessa intervenção nos seus mais diversos suportes.
Sabemos da importância da memória, e da sua preservação, na vida dos povos. Daí que este almoço/convívio contenha um projecto de recolha de espólio pois muitos de nós são depositários de inúmeras peças que podem ser mais úteis aos investigadores do que aos nossos sótãos. Há quem investigue e  há colecções incompletas em depósitos oficiais.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Espólio ainda vivo

Como já foi anunciado vamos organizar no decurso do almoço uma recolha do "espólio ainda vivo" do MES com a colaboração do Centro de Documentação 25 de Abril de Coimbra. Será criado um espaço para recolher os materiais que cada um queira levar. Sabemos que ainda há quem tenha na sua posse muito material que corre o risco de se deteriorar e perder para sempre. Esta iniciativa cria uma oportunidade única que permite recolher esse material - documentos em diversos suportes referentes ao MES - e dar-lhe um destino digno e útil.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

António Pedro Ruella Ramos

Foi este homem que permitiu que o jornal   "Esquerda Socialista", órgão do extinto MES, se tornasse realidade. Após o 25 de Abril, quase certamente a pedido do José Manuel Galvão Teles, a Renascença Gráfica compôs e imprimiu aquele jornal e alguns dos mais interessantes cartazes de autoria do Robin Fior.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

história(s) gráfica(s) do MES


No almoço/convívio do próximo dia 12 de Novembro está incluído um programa que, o mais informalmente possível, deverá interessar aos convivas e mobilizá-los para a festa.
Já começamos a divulgar, com o projecto "espólio" , esse programa ainda sem horas, nem sequência, pois o melhor será mesmo manter o espaço para a improvisação (organizada) e, eventuais, surpresas.

Também teremos uma apresentação da história(s) gráfica(s) do MES, por Robin Fior, designer, inglês, residente em Portugal desde 1973, autor da imagem gráfica inaugural do Movimento de Esquerda Socialista.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Espólio do Movimento de Esquerda Socialista (MES) ainda vivo

Muitos de nós possuem vários materiais alusivos ao MES : jornais, recortes de  imprensa, panfletos, cartazes, autocolantes, slides, fotos, registos de áudio ou de vídeo...um conjunto não só de memórias, mas de importantes fontes de pesquisa mais úteis para os que ao longo dos tempos vão fazendo a História.
É certo que uma forte relação afectiva nos liga a este espólio do MES, mas temos consciência que se o mesmo não for entregue a uma instituição credível, correrá sérios riscos de mais tarde se perder.

Por isso vos convidamos a aderir ao Projecto " ESPÓLIO DO MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA (MES) AINDA VIVO"

O Centro de Documentação 25 de Abril, sediado em Coimbra, encontra-se disponível para continuar a receber este espólio, dando-lhe o devido tratamento, para que possa ser consultado por todos os interessados, no presente e no futuro.
Aceitam também documentos digitalizados.

PARA QUE A MEMÓRIA DO MES NÃO SE PERCA, PARTICIPEM NESTE PROJECTO !
NO DIA DO NOSSO ALMOÇO HAVERÁ UM LOCAL PARA RECOLHA DO QUE QUISEREM ENTREGAR.

Poderás também dirigir-te directamente ao Centro de Documentação 25 de Abril :
Dra. Natércia Coimbra

Rua Augusta, 25
3000 Coimbra

Tel : 239.484.037
Correio electrónico : ucd25a@ci.uc.pt

A Comissão de Recepção

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O discurso do MES silenciado no 1º de Maio de 1974 - António Santos Júnior

Ainda decorriam os primeiros dias após a libertação quando ocorreu um episódio significativo, pelo menos para a história do MES (Movimento de Esquerda Socialista), envolvendo um dos seus mais ilustres dirigentes fundadores. Em plena euforia vivida nos dias que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, havia que reunir as forças que em diversos sectores da oposição ao fascismo se não identificavam, à esquerda, nem com comunistas nem com socialistas, nem tão pouco com os grupos marxistas-leninistas, dissidentes do PCP.
Num livrinho publicado cerca de dois meses após o 25 de Abril, intitulado Intervenção Política I, «O MES afirma-se como Movimento, reivindica-se Socialista e demarca-se como de Esquerda, e defende, como princípio fundamental que, conforme as lutas dos trabalhadores de todo o mundo têm demonstrado, a emancipação dos trabalhadores só pode ser obra dos próprios trabalhadores». E a concluir a Introdução afirma-se: «O socialismo é a associação livre de produtores livres e iguais, a sociedade em que aos produtores e apenas a eles caiba decidir o que se produz, como se produz e para que se produz».
Foi com este espírito, repleto de ressonâncias libertárias, que os dirigentes de uma amálgama de movimentos sectoriais, associados a lutas de base, se foram unificando dando origem ao que viria a ser o MES pré-anunciado num pano, desenhado de forma artesanal, que desfilou na grande manifestação do 1º de Maio de 1974.
Entretanto caiu no esquecimento que estava prevista, no final da manifestação do 1º de Maio de 1974, uma intervenção de um representante do MES. Essa intervenção estava a cargo do destacado militante sindical e operário António Santos Júnior que «não pôde concluir a leitura do seu discurso porque uma parte da assistência o interrompeu aos gritos».
Como se escreve numa nota que acompanha a transcrição do discurso, na publicação em referência, «como a sua determinação em prosseguir fosse manifesta certos indivíduos com fins inconfessáveis conseguiram com o Hino Nacional transmitido pelos altifalantes impedi-lo de prosseguir.Distribuído à imprensa diária, que silenciou aqueles factos nos relatos sobre o comício efectuado no estádio, houve manifestos interesses que impediram a sua divulgação, pois apenas dois jornais, passados alguns dias depois do 1º de Maio, publicaram o discurso.»
Aqui deixo, na íntegra, a intervenção silenciada de ANTÓNIO SANTOS JÚNIOR no 1º de Maio de 1974:
«Camaradas!
Trabalhadores!
Para os que não me conhecem: Eu fui presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa e da Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos durante 4 meses até ser destituído pelo Governo de Marcelo Caetano.
Estou aqui para, com a minha voz de trabalhador, vos falar em nome do Movimento de Esquerda Socialista (em organização).
Antes de mim falaram representantes do Movimento Democrático, do Partido Socialista, do Partido Comunista.
Já antes do 25 de Abril não eram só estas organizações que existiam.
Existiam outros movimentos que se manifestavam em lutas operárias:
- Na Fábrica.
- Nos Sindicatos.
- No nível político através dos grupos socioprofissionais mistos (surgidos na movimentação do período eleitoral de 1973 e que desde então continuam a trabalhar).
Manifestavam-se também nas lutas estudantis e na luta anti-colonial.
Em todas estas lutas fez-se sentir o peso esmagador dos trabalhadores que as levaram por diante, embora nelas também se tenham integrado cristãos revolucionários e elementos socialistas.
No fim de contas um grande grupo de pessoas lutava, luta e jamais deixará de lutar por um socialismo perfeitamente controlado em todos os seus aspectos, desde o económico ao político, do cultural ao social, pela classe operária! Repito, uma sociedade que seja controlada em todos os seus aspectos pela classe operária!
Camaradas Trabalhadores, neste momento saudamos os soldados de Portugal, o Movimento das Forças Armadas que derrubaram os aparelhos de Opressão constituídos e que criaram, portanto, condições absolutamente novas para o desenvolvimento da nossa luta de trabalhadores.
- efectivamente a censura acabou
- a PIDE, Legião e outras organizações estão a ser destruídas.
Mas … Tenhamos atenção. Nem todas as formas de repressão foram já abolidas.
Todos nós sabemos que a repressão que até agora vínhamos sentindo e sofrendo nas fábricas e em todos os locais de trabalho vai pretender continuar!
Formas de repressão tais como: despedimentos repressivos nas fábricas e em todos os locais de trabalho. As cargas policiais sempre que nós trabalhadores entrávamos em greve ou por qualquer outra forma lutávamos pela defesa dos nossos interesses. A recente luta dos trabalhadores da TAP foi disso o mais recente exemplo, mas foi também um dos raros momentos na história recente das nossas lutas em que nós trabalhadores nos conseguimos opor vitoriosamente à repressão: as forças policiais tiveram de recuar e nem um só dos nossos camaradas foi despedido. A acção dos bufos e de todos aqueles que nos locais de trabalho ajudam o patronato a impor-nos a sua tirania.
Contudo … Também a nossa exploração continua! Concerteza que os patrões vão pretender continuar a pagar-nos salários miseráveis e ajudados por essa miséria onde nos lançam obrigar-nos a aceitar horas extraordinárias em série em vez de satisfazerem as nossas reivindicações de redução de horário de trabalho.
Vão continuar a obrigar-nos a trabalhar em péssimas condições de higiene e segurança, vão no fim de contas continuar a explorar-nos!
Por isso perguntamos:
A exploração irá continuar?
As Caixas de Previdência vão continuar a estar ao serviço dos capitalistas e dos colonialistas ou vão passar a estar nas nossas mãos e portanto ao serviço do todo o povo?
Será que muitos de nós vão continuar em casas miseráveis ou em barracas enquanto outros vivem em luxuosas vivendas que são autênticos palácios?
Será que vamos continuar a perder longas horas do nosso dia em transportes incómodos e cada dia mais caros, enquanto outros têm vários automóveis, qual deles mais caro e com os seus motoristas particulares?
Será que as escolas dos nossos filhos vão continuar a ser fábricas e oficinas ou será que as escolas neste país se vão finalmente abrir para todos os filhos do povo?
Será que a Guerra e exploração coloniais vão continuar?
Se queremos ser nós a construir o futuro do nosso país e não admitimos que ninguém o faça em nosso nome, não devemos contribuir para que os povos das colónias possam também tomar nas suas próprias mãos os destinos dos seus países?
A resposta a todas estas perguntas devemos ser todos nós a dá-la diariamente da única forma que serve efectivamente os nossos interesses de trabalhadores, que serve efectivamente os interesses do povo!
A nossa luta tem de continuar sem desfalecimentos e só terminará com a construção de uma sociedade sem classes sem exploradores nem explorados, de uma sociedade onde não tenhamos de nos vender diariamente!
Temos de construir uma sociedade socialista!
Este é o nosso objectivo e para o atingir estamos abertos à mais ampla colaboração com todas as forças políticas que igualmente lutam pela emancipação de todo o povo, pela construção do socialismo.
CAMARADAS!
É necessário não esquecer nunca uma verdade que a história das lutas dos trabalhadores em todo o mundo tem demonstrado!
A EMANCIPAÇÃO DOS TRABALHADORES SÓ PODE SER OBRA DE NÓS PRÓPRIOS TRABALHADORES!!!»
Texto daqui.
Foto de Rosário Belmar da Costa.

sábado, 8 de outubro de 2011

"ESQUERDA SOCIALISTA" (nº1)

"Esquerda Socialista" jornal do Movimento de Esquerda Socialista, disponível na Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa. Pode ser visto na íntegra aqui .

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VÍCTOR WENGOROVIUS

Um dos mais notáveis dirigentes fundadores do MES no jantar de 7 de Novembro de 1981

domingo, 25 de setembro de 2011

Um grupo no Jantar de 1981

Agostinho Roseta, Edilberto Moço, José Manuel Galvão Teles, António Machado, Francisco Farrica, Afonso Barros, José Galamba de Oliveira, Rogério de Jesus, Manuel Lopes, António Rosas, César Oliveira, Eduardo Ferro Rodrigues, Víctor Wengorovius, José Dias e Carlos Pratas.

Nessa fotografia curiosamente estão retratados uma boa parte do dirigentes fundadores do MES se tomarmos por referência a 1ª Declaração Política subscrita por:

Manuel Lopes, António Rosas, António Santos Júnior (militantes sindicalistas); Rogério de Jesus, António Machado, Francisco Farrica, Edilberto Moço, Luís Filipe Fazendeiro, Luís Manuel Espadaneiro (militantes operários); Carlos Pratas e José Galamba de Oliveira (militantes estudantis); Víctor Wengorovius, Joaquim Mestre e José Manuel Galvão Teles (candidatos da CDE de Lisboa, em 1969); Eduardo Ferro Rodrigues (consultor sindical e ex-dirigente estudantil); Nuno Teotónio Pereira (militante cristão) e César Oliveira (historiador do movimento operário).

sexta-feira, 23 de setembro de 2011